Palavra de Deus do dia "A obra de Deus, o caráter de Deus e o Próprio Deus III" (Trecho 12)

870 17/02/2020

João 6:8-13 Ao que Lhe disse um dos Seus discípulos, André, irmão de Simão Pedro: Está aqui um rapaz que tem cinco pães de cevada e dois peixinhos; mas que é isto para tantos? Disse Jesus: Fazei reclinar-se o povo. Ora, naquele lugar havia muita relva. Reclinaram-se aí, pois, os homens em número de quase cinco mil. Jesus, então, tomou os pães e, havendo dado graças, repartiu-os pelos que estavam reclinados; e de igual modo os peixes, quanto eles queriam. E quando estavam saciados, disse aos Seus discípulos: Recolhei os pedaços que sobejaram, para que nada se perca. Recolheram-nos, pois e encheram doze cestos de pedaços dos cinco pães de cevada, que sobejaram aos que haviam comido.

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Que tipo de conceito é “cinco pães e dois peixes”? Quantas pessoas normalmente poderiam ser alimentadas com cinco pães e dois peixes? Se vocês medirem com base no apetite de uma pessoa média, seria suficiente apenas para duas pessoas. Esse é o conceito mais básico de cinco pães e dois peixes. No entanto, está escrito nessa passagem que cinco pães e dois peixes alimentaram quantas pessoas? Está registrado nas Escrituras desta maneira: “Ora, naquele lugar havia muita relva. Reclinaram-se aí, pois, os homens em número de quase cinco mil”. Comparado com cinco pães e dois peixes, cinco mil será um grande número? O que significa o fato de que esse número é tão grande? Do ponto de vista humano, dividir cinco pães e dois peixes entre cinco mil pessoas seria impossível, porque a diferença entre eles é grande demais. Mesmo se cada pessoa ficasse apenas com uma pequena mordida, mesmo assim não seria suficiente para cinco mil pessoas. Mas aqui, o Senhor Jesus operou um milagre — Ele não apenas permitiu que cinco mil pessoas se alimentassem até ficarem satisfeitas, mas ainda sobrou. As Escrituras dizem: “E quando estavam saciados, disse aos Seus discípulos: Recolhei os pedaços que sobejaram, para que nada se perca. Recolheram-nos, pois e encheram doze cestos de pedaços dos cinco pães de cevada, que sobejaram aos que haviam comido”. Esse milagre permitiu que as pessoas vissem a identidade e o status do Senhor Jesus, e também lhes permitiu ver que nada é impossível para Deus — eles viram a verdade da onipotência de Deus. Cinco pães e dois peixes foram suficientes para alimentar cinco mil, mas se não houvesse nenhum alimento, Deus teria sido capaz de alimentar cinco mil pessoas? Claro que sim! Esse foi um milagre, então inevitavelmente as pessoas sentiram que era algo incompreensível, e sentiam que era incrível e misterioso, mas para Deus, fazer tal coisa não era nada. E já que isso era algo comum para Deus, por que seria escolhido para interpretação? Porque o que está por trás desse milagre contém a vontade do Senhor Jesus, que nunca foi descoberta pela humanidade.

Primeiro, vamos tentar entender que tipo de pessoas eram esses cinco mil. Eram seguidores do Senhor Jesus? A partir das Escrituras, sabemos que eles não eram Seus seguidores. Eles sabiam quem era o Senhor Jesus? Não, de modo algum! No mínimo, não sabiam que a pessoa postada diante deles era Cristo, ou talvez algumas pessoas soubessem apenas o Seu nome, e soubessem de algo ou tivessem ouvido algo sobre as coisas que Ele havia feito. Eles estavam meramente curiosos sobre o Senhor Jesus a partir das histórias, mas vocês decerto não poderiam dizer que eles O seguiam, e muito menos que O compreendiam. Quando o Senhor Jesus viu essas cinco mil pessoas, elas estavam com fome e só conseguiam pensar em satisfazer sua fome. Foi nesse contexto que o Senhor Jesus satisfez os seus desejos. Quando Ele satisfez seus desejos, o que estava no Seu coração? Qual era a atitude Dele em relação a essas pessoas que só queriam satisfazer sua fome? Naquele momento, os pensamentos e a atitude do Senhor Jesus tinham a ver com o caráter e a essência de Deus. Diante dessas cinco mil pessoas de estômago vazio que queriam apenas comer uma refeição completa, enfrentando essas pessoas cheias de curiosidade e de esperanças a respeito Dele, o Senhor Jesus só pensou em utilizar esse milagre para conceder-lhes graça. No entanto, Ele não esperou que eles se tornassem Seus seguidores, pois sabia que eles só queriam se divertir e comer; portanto, Ele fez o melhor possível com aquilo que Ele tinha ali, e usou cinco pães e dois peixes para alimentar cinco mil pessoas. Ele abriu os olhos dessas pessoas que gostavam de entretenimento, que queriam ver milagres e elas viram com seus próprios olhos as coisas que Deus encarnado era capaz de realizar. Embora o Senhor Jesus tenha usado algo tangível para satisfazer sua curiosidade, Ele já sabia em Seu coração que essas cinco mil pessoas só queriam fazer uma boa refeição; por isso Ele não disse absolutamente nada, nem pregou sermões para elas — Ele apenas deixou que elas vissem esse milagre acontecer. Ele não podia, de modo algum, tratar essas pessoas da mesma forma que tratava os discípulos que verdadeiramente O seguiam, mas no coração de Deus todas as criaturas estavam sob Seu governo e Ele permitia que todas as criaturas à Sua vista desfrutassem da graça de Deus quando fosse necessário. Embora essas pessoas não soubessem quem Ele era, nem O compreendessem, nem tivessem nenhuma impressão especial Dele nem gratidão para com Ele, mesmo depois de terem comido os pães e os peixes, isso não era algo a que Deus Se opusesse — Ele deu a essas pessoas uma maravilhosa oportunidade de desfrutar da graça divina. Alguns dizem que Deus segue seus princípios naquilo que faz, que Ele não vigia nem protege os descrentes e, especialmente, que Ele não permite que eles desfrutem de Sua graça. Será esse realmente o caso? Aos olhos de Deus, enquanto eles são criaturas vivas que Ele Mesmo criou, Ele vai administrar e cuidar deles; Ele as tratará, fará planos para elas e as governará de diversas maneiras. São esses os pensamentos e atitudes de Deus para com todas as coisas.

Embora as cinco mil pessoas que comeram os pães e os peixes não planejassem seguir o Senhor Jesus, Ele não foi rigoroso com elas; depois que comeram até ficarem satisfeitos, vocês sabem o que o Senhor Jesus fez? Ele pregou alguma coisa para eles? Para onde Ele foi depois de fazer isso? As Escrituras não registram que o Senhor Jesus tenha lhes dito algo; após realizar Seu milagre, Ele partiu em silêncio. Assim, Ele fez qualquer exigência para essas pessoas? Houve algum ódio? Não, não houve nada disso — Ele simplesmente não queria mais dar atenção a essas pessoas que não podiam segui-Lo, e nesse momento Seu coração sentia dor. Pois Ele tinha visto a depravação da humanidade e sentido a rejeição da humanidade por Ele, e quando Ele via essas pessoas ou estava com elas, a obtusidade e a ignorância humanas Lhe traziam muita tristeza e dor ao Seu coração, então tudo que Ele queria era deixar essas pessoas o mais rápido possível. O Senhor não tinha qualquer exigência quanto a elas em Seu coração, não queria lhes dar atenção, e especialmente não queria gastar Sua energia com eles, sabendo que eles não poderiam segui-Lo — apesar de tudo isso, Sua atitude para com eles foi muito clara. Ele só queria tratá-los com bondade, conceder-lhes a graça — essa era a atitude de Deus para com cada criatura sob o Seu governo: para com todas as criaturas, tratá-las com bondade, sustentá-las, alimentá-las. Justamente por ser o Senhor Jesus o Deus encarnado, Ele naturalmente revelava a própria essência de Deus e assim tratou essas pessoas com bondade. Ele as tratou bondosamente, com um coração de misericórdia e tolerância. Não importa como essas pessoas viam o Senhor Jesus, e não importa qual seria o resultado, Ele apenas tratava cada criatura com base na Sua posição como o Senhor de toda a criação. O que Ele revelou foi, sem exceção, o caráter de Deus e o que Ele tem e é. Assim, o Senhor Jesus fez algo em silêncio, e depois saiu em silêncio — que aspecto do caráter de Deus é esse? Vocês poderiam dizer que essa é a benignidade de Deus? Poderiam dizer que Deus é altruísta? Uma pessoa normal poderia fazer isso? Não, em absoluto! Em essência, quem eram essas cinco mil pessoas que o Senhor Jesus alimentou com cinco pães e dois peixes? Vocês poderiam dizer que eram pessoas compatíveis com Ele? Vocês poderiam dizer que todos eles eram hostis a Deus? Pode-se dizer com certeza que eles não eram compatíveis com o Senhor, em absoluto, e a essência deles era totalmente hostil a Deus. Mas como Deus os tratou? Ele usou um método para desarmar a hostilidade das pessoas para com Deus — esse método se chama “bondade”. Isto é, embora o Senhor Jesus as visse como pecadores, aos olhos de Deus eles eram, mesmo assim, a Sua criação, e por isso Ele tratou esses pecadores com bondade. Essa é a tolerância de Deus, e essa tolerância é determinada pela própria identidade e essência de Deus. Assim, isso é algo que nenhum humano criado por Deus pode fazer — somente Deus pode fazer isso.

Extraído de “A obra de Deus, o caráter de Deus e o Próprio Deus III”