Reflexão bíblica sobre fé: A tua fé é como de Tome ou de Pedro?

07/07/2021
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Reflexão bíblica sobre fé: A tua fé é como de Tome ou de Pedro?

Depois de ser pregado à cruz e ser ressuscitado, o Senhor Jesus apareceu aos discípulos por 40 dias. Durante aquela época, várias pequenas coisas aconteceram entre o Senhor Jesus e os discípulos. Por exemplo: o Senhor comeu pão e peixe com os discípulos e explicou as Escrituras. Mas durante aquele tempo, o Senhor Jesus disse coisas diferentes a Pedro e Tomé, mas raramente podemos encontrar explicações do profundo significado dentro delas. Quais as intenções de Deus ocultas nessas palavras a eles? Vale a pena ponderar sobre isso com cuidado.

A partir da Bíblia, podemos ver que havia apenas um discípulo que não cria na ressurreição do Senhor Jesus até que ele viu o Senhor ressuscitado com seus próprios olhos e tocou nas marcas de pregos Dele com suas próprias mãos. Essa pessoa era Tomé. O que o Senhor Jesus disse a Tomé após Sua ressurreição? O Senhor Jesus disse: “Antes de o Senhor Jesus ser pregado na cruz, Tomé sempre duvidou que Ele era Cristo e era incapaz de acreditar. Sua fé em Deus só se firmava na base daquilo que ele podia ver com seus próprios olhos, daquilo que podia tocar com suas próprias mãos. O Senhor Jesus tinha um bom entendimento da fé desse tipo de pessoa. Essas pessoas só acreditavam em Deus no céu e não acreditavam, em absoluto, Naquele enviado por Deus nem no Cristo na carne e não O aceitavam. Para que T” (João 20:29). Antes, eu só entendia o significado literal das palavras do Senhor Jesus. Entretanto, não conhecia a vontade oculta de Deus. Mas quando li este parágrafo das palavras de Deus, aos poucos entendi Sua vontade. Deus diz: “Antes de o Senhor Jesus ser pregado na cruz, Tomé sempre duvidou que Ele era Cristo e era incapaz de acreditar. Sua fé em Deus só se firmava na base daquilo que ele podia ver com seus próprios olhos, daquilo que podia tocar com suas próprias mãos. O Senhor Jesus tinha um bom entendimento da fé desse tipo de pessoa. Essas pessoas só acreditavam em Deus no céu e não acreditavam, em absoluto, Naquele enviado por Deus nem no Cristo na carne e não O aceitavam. Para que Tomé reconhecesse e acreditasse na existência do Senhor Jesus e que Ele era verdadeiramente Deus encarnado, Ele permitiu que Tomé estendesse a mão e tocasse Sua costela. […] A aparição do Senhor Jesus e as Suas palavras proporcionaram uma conclusão e um veredito sobre a fé daqueles que estavam cheios de dúvidas. Ele usou Suas palavras e ações reais para dizer aos que duvidavam, para dizer àqueles que acreditavam apenas no Deus no céu, mas não acreditavam em Cristo: Deus não aprovava sua crença nem aprovava que O sigam ao mesmo tempo em que duvidam Dele. O dia em que eles acreditariam plenamente em Deus e em Cristo só poderia ser o dia em que Deus completasse Sua grande obra. Naturalmente, esse também foi o dia em que um veredito foi emitido sobre sua dúvida. A atitude deles em relação a Cristo determinou seu destino, e sua dúvida obstinada significava que sua fé não lhes deu fruto, e sua dureza significava que suas esperanças eram em vão. Como sua crença em Deus no céu era alimentada por ilusões e sua dúvida em relação a Cristo era realmente sua verdadeira atitude em relação a Deus, embora tivessem tocado nas marcas de pregos no corpo do Senhor Jesus, sua fé ainda era inútil e seu desfecho só podia ser descrito como tirar água com um cesto de bambu — tudo em vão. […] Tomé representa um tipo de pessoa que acredita em Deus, porém duvida de Deus. São pessoas de natureza desconfiada, têm um coração sinistro, são traiçoeiras e não acreditam nas coisas que Deus é capaz de realizar. Não acreditam na onipotência e na soberania de Deus nem acreditam no Deus encarnado. No entanto, a ressurreição do Senhor Jesus contrariou esses traços que elas têm e também lhes proporcionou uma oportunidade de descobrir suas próprias dúvidas, de reconhecer suas próprias dúvidas e admitir sua própria traição, chegando assim a acreditar verdadeiramente na existência e na ressurreição do Senhor Jesus. O que aconteceu com Tomé foi um aviso e um alerta para as gerações posteriores, para que mais pessoas pudessem se precaver e não ser céticos como Tomé e que, se se enchessem de dúvidas, elas afundariam na escuridão. Se você segue a Deus, mas, assim como Tomé, sempre quer tocar a costela do Senhor e sentir Suas marcas de pregos para confirmar, verificar e especular se Deus existe ou não, então Deus abandonará você. Portanto, o Senhor Jesus requer que as pessoas não sejam como Tomé, acreditando apenas no que podem ver com seus próprios olhos, mas que sejam pessoas puras e honestas, que não abrigam dúvidas em relação a Deus, mas simplesmente creem Nele e O seguem. Pessoas assim são abençoadas. Essa é uma exigência muito pequena que o Senhor Jesus faz às pessoas e é uma advertência para os Seus seguidores” (“A obra de Deus, o caráter de Deus e o Próprio Deus III”).

Percebi a partir das palavras de Deus que, embora Tomé cresse no Senhor Jesus, tenha visto Ele realizar muitos milagres e ouvido Seus muitos sermões, ele duvidou em seu coração se o Senhor Jesus era o Deus encarnado. Especialmente depois que o Senhor Jesus foi pregado à cruz, as dúvidas de Tomé foram completamente expostas. Foi completamente revelado que ele era um descrente que seguia a Cristo, e não cria Nele. Depois que Tomé esticou sua mão e tocou nas marcas de pregos do Senhor Jesus, embora cresse que o Senhor Jesus ressuscitado era o Cristo, ele já tinha sido condenado por Deus. As palavras de Deus demonstraram claramente que Ele não elogiava a crença de Tomé, ou o reconhecia como sendo Seu seguidor. Deus veio entre os discípulos e falou essas palavras em primeiro lugar para Tomé, o qual foi um julgamento para ele e também para as pessoas como ele. Eles declaravam da boca para fora sua crença no Senhor Jesus, mas duvidavam da identidade Dele o tempo todo em seus corações. Eles ainda criam no Deus no céu e em suas próprias concepções e imaginações. Eles tampouco criam em Cristo vindo ao mundo, nem que o Deus encarnado tinha tal autoridade e poder. Então como eles continuaram a crer dessa forma, só podiam ser abandonados e eliminados por Deus. Ao mesmo tempo, entendi que Deus espera que não fiquemos suspeitando e baseando nossa fé em Cristo apenas pelo que nossos olhos vem, mas sim que venhamos a conhecer a verdadeira identidade do Deus encarnado e comprovamos a manifestação e obra de Deus por meio da obra e palavras de Cristo. Neste ponto, pensei: Quantos crentes têm fé verdadeira em Deus no fundo de seus corações? Quantos crentes acreditam em um Deus vago? Eles apenas reconhecem a Deus no céu e creem que Ele está cheio de maravilhas, autoridade e poder. Mas estão cheios de dúvidas sobre o Deus na terra e o Deus encarnado. Não creem que o Deus encarnado tem a autoridade e a capacidade de poder realizar tudo. O Senhor Jesus advertiu a Tomé, e também a nós, de como tratar a realidade do Deus encarnado. Nossa fé em Deus está cheia de dúvidas como Tomé? Essas perguntas sobre crer em Deus, sobre as quais deveríamos ter total clareza, valem de fato a pena que reflitamos profundamente.

Depois de Sua ressurreição, além de falar com Tomé, o Senhor Jesus também fez exigências para Pedro e o encarregou de fazer algumas coisas. O Senhor Jesus disse a Pedro em mais de uma ocasião: “Simão, filho de João, amas-me? …” Isso nos dá o que pensar: Por que o Senhor fez essa pergunta a Pedro tantas vezes, mas não aos outros discípulos? Por que o Senhor falou coisas completamente diferentes a Pedro e a Tomé? Qual é, afinal de contas, o significado mais profundo aqui? O que o Senhor quis nos dizer a partir dessas palavras transmitidas a Pedro? Vi a palavra de Deus dizendo: “Comparado às seguintes palavras que o Senhor Jesus disse a Tomé após Sua ressurreição: ‘chega a tua mão, e mete-a no Meu lado; e não mais sejas incrédulo, mas crente’, sua pergunta repetida três vezes a Pedro: ‘Simão, filho de João, tu Me amas?’ permite que as pessoas sintam melhor a gravidade da atitude do Senhor Jesus e a urgência que Ele sentiu ao fazer essa pergunta. […] A pergunta era instigante e significativa, uma pergunta que não pode deixar de fazer com que cada seguidor de Cristo sinta remorso e medo, mas também sinta o ânimo angustiado e pesaroso do Senhor Jesus. E quando eles estão sentindo grande dor e sofrimento, eles são mais capazes de entender a preocupação do Senhor Jesus Cristo e o Seu cuidado; eles percebem Seus ensinamentos sinceros e Suas exigências estritas de pessoas puras e honestas. A pergunta do Senhor Jesus permite que as pessoas sintam que as expectativas que o Senhor tem para com elas, reveladas nessas palavras simples, não consistem apenas em acreditar Nele e segui-Lo, mas sim em conseguir ter amor, amar o seu Senhor e o seu Deus. Esse tipo de amor se importa e obedece. São seres humanos que vivem para Deus, morrem por Deus, dedicam tudo a Deus, gastam e dão tudo por Deus. Esse tipo de amor também é reconfortar a Deus, permitindo que Ele desfrute de testemunho e descanse. É a retribuição da humanidade a Deus, a responsabilidade obrigação e dever do homem e é um caminho que as pessoas devem seguir por toda a vida. Essas três perguntas foram uma exigência e uma exortação que o Senhor Jesus fez a Pedro e a todas as pessoas que seriam aperfeiçoadas. Foram essas três perguntas que levaram e motivaram Pedro a seguir sua senda na vida, e foram essas perguntas por ocasião da despedida do Senhor Jesus que levaram Pedro a iniciar sua senda de aperfeiçoamento, que o levaram, por causa de seu amor ao Senhor, a cuidar do coração do Senhor, a obedecer ao Senhor, a oferecer conforto ao Senhor e a oferecer toda a sua vida e todo o seu ser por causa desse amor” (“A obra de Deus, o caráter de Deus e o Próprio Deus III”).

A partir das palavras de Deus sei que o motivo pelo qual o Senhor fez essa pergunta a Pedro é que Ele tinha expectativas e incumbências para Pedro, e que este era uma pessoa honesta e inocente, diferente de Tomé que estava cheio de dúvidas sobre o Deus encarnado. Pedro prestou mais atenção em ouvir as palavras do Senhor Jesus desde o início, e praticou e experimentou Suas palavras. Ele negou ao Senhor três vezes, mas o Senhor Jesus sabia que era uma fraqueza temporária de sua carne e não representava sua natureza, diferente de Tomé duvidando de Deus. Deus compadeceu-se de sua fraqueza e não o condenou. A conversa entre o Senhor Jesus e Pedro após Sua ressurreição mostrou a expectativa de Deus de que as pessoas possam amá-Lo como Pedro. Deus queria nos avisar para não ficarmos satisfeitos apenas com segui-Lo, sofrer e nos empenhar. Mais importante, no processo de seguir a Deus, ele precisava perseguir o amor a Ele, ser testemunha e trilhar o caminho de vida de Deus. Esta é a principal tarefa que deve ser realizada como criatura de Deus. Pedro foi muito inspirado pelas incumbências do Senhor Jesus, sentiu profundamente as intenções honestas de Deus, e compreendeu sua responsabilidade e dever. Depois disso, Pedro assumiu as incumbências do Senhor Jesus como seu dever, perseguiu a meta de satisfazer às exigências do Senhor, e ofereceu todo seu ser para passar por inúmeras provações e refinamentos e todo tipo de sofrimento por toda sua vida. No final, ele foi pregado de ponta-cabeça na cruz pelo Senhor e foi uma testemunha maravilhosa de seu amor supremo e obediência até a morte a Deus, tornando-se aquele que mais merece a aprovação Dele ao longo das eras e um exemplo para as pessoas do futuro.

Vendo a expectativa de Deus a respeito de Pedro e a condenação a Tomé, devemos fazer a escolha certa. Você deseja crer em um Deus vago nos céus e ser como Tomé, cheio de dúvidas sobre o Deus encarnado e prático? Ou será como Pedro, uma pessoa inocente e honesta que praticará e entrará ao ouvir as palavras de Deus, seguindo-O com fidelidade, amando e satisfazendo-O, fazendo Sua vontade com todo o coração e mente como busca de vida? Que tipo de pessoa você quer ser?


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